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Você tem medo de quê?

Alô alô!

Antes de qualquer coisa, quero agradecer a presença de tod@s vocês por aqui. É uma alegria enorme sentir esse apoio, interesse e conexão. Gratidão! 💛

Essa newsletter nasce da vontade e, também, da necessidade de aprofundar e compartilhar um pouco do que venho estudando, pesquisando e construindo ao longo do caminho. É uma forma de manter contato, trocar ideias e, ao mesmo tempo, me desafiar a sair da minha zona de conforto e buscar pontos de convergência entre os métodos que venho estudando.

Escrever ainda não vem de forma natural. Continua sendo um desafio. Será que tenho algo a dizer? Talvez por isso mesmo tenha se tornado também um processo terapêutico, ao me deparar com meus medos, inseguranças, dúvidas, dificuldades em me expressar, procrastinações e tantas outras coisas.

Ao mesmo tempo, tenho me surpreendido com a magia da escrita. Como um tecer no escuro que, aos poucos, vai dando forma a algo que começa quase imperceptível, muito sutil, mas que ganha clareza à medida que as palavras, os insights e os conteúdos aparecem. Quase uma tessitura sagrada, permeada por sincronicidades, abertura e autoconhecimento.

E eis que então acontece mais uma sincronicidade…

Enquanto pensava em como começar esta primeira newsletter (¡ay, qué nervios!), chegou até mim uma entrevista maravilhosa da querida mestra Pema Chödrön sobre seu livro Confortável com a Incerteza, no programa The Ezra Klein Show:
(link video: https://www.youtube.com/watch?v=MkaYDsMsZZU)

Ao longo da conversa, Pema Chödrön fala, entre outras coisas, sobre a importância de nos abrirmos ao desconhecido e de sairmos da zona de conforto para que haja crescimento. Que “coincidência”!

Ao mesmo tempo, nosso sistema nervoso também precisa frequentar zonas de conforto para se regular, descansar e encontrar segurança. Um banho de mar, uma caminhada na natureza, um abraço, um momento de pausa: experiências que estimulam nosso sistema nervoso parassimpático e favorecem processos fundamentais como descanso e redução de stress, digestão, o sono e a regeneração.

Mas como fazer isso?

É a partir da fronteira desse território conhecido e seguro que podemos, aos poucos, com segurança e amorosidade, expandir nossos limites e nos aproximar do desconforto de forma gradual e possível. Crescemos e ampliamos nossa capacidade de estar no mundo justamente quando conseguimos permanecer presentes — no corpo, no aqui e agora.

Existem muitos caminhos. Para mim, alguns deles têm sido o estudo e a prática do Método Feldenkrais, da Experiência Somática, do Dharma & Yoga – meus quatro pilares! 🦚

Na próxima newsletter, gostaria de compartilhar um pouco mais sobre como tenho olhado para essas abordagens, os diálogos que encontro entre elas e de que maneira podem nos ajudar a curar, vitalizar, conhecer e aprofundar a relação com esse continente maravilhoso que é o nosso corpo.

E você? Tem medo de quê? O que existe logo além da fronteira da sua zona de conforto?

Se tiverem vontade, assistam à entrevista e/ou leiam o livro. E, se assim fizerem, mandem notícias. Vou adorar saber a opinião de vocês!

Com carinho,

Yara


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